mocambola

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Saberes de mocambola

 Mestre Joelson Ferreira  -  Professor visitante da UFBA

Mestre Joelson Ferreira - Professor visitante da UFBA

Para Mestre Joelson, o desafio da docência na UFBA faz parte da estratégia de enfrentamento às opressões vividas pelos povos tradicionais. “Não venho só, venho acompanhado de todo um movimento de ancestralidades. A pedagogia é pra fora da sala, precisamos ver as ações, dialogar com o território. Sou grato à UFBA, muitos alunos dessa casa ajudaram a construir a Teia dos Povos e essa é uma forma de ampliarmos a luta”. Mestre Joelson foi contratado em regime de dedicação exclusiva, por tempo determinado, mediante “Edital Interno 01/2023 – IHAC – Chamada para Processo Seletivo para Apresentação de Candidaturas do IHAC ao Edital Professor Visitante Notório Saber 2023 PROEXT/UFBA”, a partir de 04/dez/2023. Sua primeira atividade foi a aula conjunta com o professor visitante Horácio Machado Araóz, da Universidade de Catamarca, na Argentina, no minicurso Ecologias Políticas desde Abya Yala e encerramento da disciplina Cultura e Desenvolvimento. No primeiro semestre de 2024, Joelson ofertará um curso em Tópicos Especiais em Culturas junto ao programa de pós-graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura), onde integra o quadro docente como Professor Visitante, colaborando para o componente de Tópicos Especiais em Humanidades e Estudo das Contemporaneidades, na graduação no IHAC, e Estudos Socioeconômicos e Ambientais, na graduação na FAU, e atuará com atividades de ensino, pesquisa e extensão, sob a Coordenação de Leticia Marques e supervisão de Felipe Milanez, que apoiou a contratação do Mestre. Também se articulam nessa ação de acolhimento de mestre Joelson uma teia de professores que irá colaborar com os cursos oferecidos por mestre Joelson, e grupos de pesquisas onde ele participará de debates, além de Felipe Milanez, no IHAC e o Grupo de Ecologias Políticas, com os professores Felipe Estrela, da Faculdade de Direito; Thaís Rosa, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (grupo Margear/PPGAU e Residência AU+E) ; Gilca de Oliveira, da Faculdade de Economia e do Geografar, Ana Lúcia Lage, do BI de Humanidades e Bianca Rückert, do BI Saúde, do IHAC, entre outros docentes e discentes que contribuem para a recepção do Mestre em Salvador. Viva Mestre Joelson e a luta dos povos!

17/03/2024
Espetáculo SET - Thabata Lorena

Espetáculo SET - Thabata Lorena

Thabata Lorena Espetáculo SET - Thabata Lorena Espetáculo musical que traz uma visão inspiradora para o futuro, com foco na performance e nas músicas do álbum Set, apresentado no Teatro Sesc Paulo Autran. Institucional LEGENDAS LSE Apresentação da equipe Composição, atuação, cantora, direção geral e musical, roteiro, concepção dos figurinos, SET Concepção: Thabata Lorena Direção teatral: Jonathan Andrade Cenografia: Poli Salomé Máscaras: Thabata Lorena e Marcelo Medeiros Arranjo percussão, DJ e sintetizadores: Felipe Fiuza Arranjo quarteto de cordas: Tom Suassuna e Mar Nóbrega Violino: Tom Suassuna Violoncelo: Mar Nóbrega Contrabaixo acústico: Zapatta Prn Viola: Andrey Grego Direção musical: Thabata Lorena Iluminação: Ana Quintas VJ: Aníbal Alexandre (VJ Nibêra) Figurino concepção: Thabata Lorena Figurinistas: Gabi e Crystal Iconic Cenotécnicas: Bruna Perônico e Vitória Fragozo Disco Set: Composição e produção fonográfica: Thabata Lorena Produção musical: Dessa Ferreira, Afrorraga, Doctor Zumba Gravação de voz: Rude Bass Studio Mixagem e Masterização: Lerym Designer: Lara Silva Santos Social media e produção de conteúdo: Mayara Virgínia Assessoria de Imprensa e coordenação Comunicação - Fred Leão - Lambada Fotógrafa: Thais Mallon Técnico de som: Diogo Vinícius Diretor de Palco: Renato Ravengar - Black Tape Assistentes de produção: Matheus Gomes, Nina Ferreira e Eduarda Borges Rodie: Brota Audiovisual e transmissão online: Abder Paz, Angel Luis, Alexandro Fraga e Isaias Pereira Técnico de montagem: Jefferson Landim Andrade Coordenadora de Produção: Adriana Gomes Produção executiva: Lélia de Castro Coordenação Administrativa: Sandro Alvares Coordenação geral e artística : Thabata Lorena Intérprete de Libras: Iury Ferraz AGRADECER O PESSOAL DA LIMPEZA, SEGURANÇA, BRIGADA, DO SESC E AO FUNDO DE APOIO A CULTURA

17/01/2024
Quilombos e favelas do futuro!
Nêgo Bispo: vida, memória e aprendizado quilombola
BaobAfricaUnicamp - Inauguração do território de identidade da comunidade negra da UNICAMP

BaobAfricaUnicamp - Inauguração do território de identidade da comunidade negra da UNICAMP

Mês da Consciẽncia Negra Unicamp No dia 28/11, na Praça da Paz, será inaugurado o território de identidade da comunidade negra da UNICAMP e o plantio do Baobá di Oli em homenagem a Oliveira Silveira. Professora Débora Cristina Jeffrey, da Faculdade de Educação, fala sobre a revitalização de um espaço, considerando-o um ato simbólico e relevante que permite atividades culturais, políticas e científicas. Convida todos para participarem das atividades no dia 28 de novembro, na Praça da Paz, destacando a presença de oficineiros e a semeadura de um novo Baobá como um ato de resistência, em conjunto com várias atividades dos coletivos negros. Juliano Henrique Davoli Finelli, prefeito do Campus, menciona as políticas de ressignificação dos equipamentos públicos da universidade, visando fortalecer os laços com a comunidade, especialmente os coletivos organizados. Prof. Fernando Antonio Santos Coelho, pró-reitor de Extensão e Cultura, destaca a ação conjunta entre a prefeitura, a pró-reitoria de extensão e cultura, e os alunos negros da universidade, junto à Professora Débora, para oferecer espaços de identificação aos coletivos da universidade. Ele anuncia um grande evento no dia 28 de novembro, com várias atividades e a inauguração do espaço, visando o reconhecimento da diversidade da universidade e sua inclusão. O Baobá di Oli será plantado na presença de Naiara Oliveira (filha), em honra a Oliveira Silveira, poeta, militante negro e um dos responsáveis pelo reconhecimento do dia 20 de novembro como dia da consciência negra. O plantio é em parceria com o curso de Africanidades Brasileiras e o movimento dos estudantes negres, simbolizando a resistência através da ancestralidade e tecnologia. Programação - “De ponta a ponta, pontonois e ponto” 14h - 15h30 Oficina - Atividade interativa com brinquedos/tecnologias afro diaspóricas para o público infantil Oficineiros: Cibele Rodrigues, Felipe Pereira 16h - 17h30 Oficina - Apropriação de ferramentas tecnológicas (.nos) Oficineiro: Vince Tozzi 17h30 - 18h30 Cerimônia de Plantio do Baobá di Oli em homenagem ao poeta, intelectual e militante negro brasileiro Oliveira Silveira, um dos líderes pelo reconhecimento do Dia da Consciência Negra. 18h30 - 19h Abertura do evento 19h - 19h30 Roda de Tambor TC Silva 19h30 - 21h Oficina - História e importância do dia da consciência negra Oficineira: Naiara Silveira 21h - 23h Batalha de Rima (Maré)

27/11/2023
Baobá di NILu

Baobá di NILu

BaobÁfriCampinas No próximo domingo, dia 02 de Julho de 2023, a cidade de Campinas será abraçada pelo amor, em memória às personagens pioneiras do movimento negro no Brasil. O cortejo do Coletivo Nação Nagô, representado pelo povo negro da região é uma homenagem aos heróis e heroínas que resistiram e, ao longo do tempo, lutaram pra construir “um mundo mais do nosso jeito”. Venham de branco e vamos celebrar nossos ancestrais e sonhar com um futuro mais justo. Sankofa!!!O Mestre Lumumba e sua filha Dr. Nicéa Quintino Amauro foram uma parte fundamental na construção dessa história, mas agora, após a sua triste partida, este movimento está renascendo com ainda mais força. A árvore Baobá – Baobá di NiLu, que será plantada na frente da prefeitura de Campinas, relembrará a luta e resistência, principalmente das mulheres negras que, quase sempre, eram obrigadas abandonar seus filhos e suas casas e passarem a vida cuidando dos filhos e da casa da burguesia da cidade.Este ato é uma forma de resgatar a memória daqueles que foram esquecidos pelo tempo e pela história branca. É uma forma de homenagear todos os pioneiros e pioneiras que construíram umcaminho para que os negros brasileiros pudessem ter mais direitos e igualdade na sociedade. Estaremos reivindicando também que esta data seja incluída no calendário decomemoração do Aniversário de Campinas visto que, também estamos comemorando um quarto de milênio da presença das Áfricas em Campinas. Vamos construir um mundo mais do nosso jeito. BaobÁfriCampinas!!!* Independência da Bahia. O dia 2 de julho foi escolhido por ser dia do nascimento de Mestre Lumumba e é também o dia de comemoração da Independência da Bahia onde se registrou o protagonismo de mulheres comoMaria Felipa de Oliveira, uma mulher negra, pescadora, marisqueira e ganhadeira, lutou nas batalhas de Independência do Brasil na Ilha de Itaparica (Bahia – BA). Ela teria comandado um grupo de cerca de 40 mulherespara, primeiro, seduzir os portugueses e, depois, atear fogo às embarcações deles.

13/10/2023
msg1130712865-171208

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Oiii, T Tudo bem? Eu não vou conseguir porque tenho aula, as 19h 😭 Mas os meninos vão Vc vai tá aí agora a tarde? Depois das 13h? yo, vou estar por aqui sim. To Colando chego daqui 15 minutos E aii T, vc tá por aqui Mensagem encaminhada Layne Mensagem encaminhada Layne O Laboratório Ádapo é a consolidação de anos de atuação educacional e social da fundadora Layne Gabriele. Ele nasceu em 2020, durante a pandemia com a distribuição de cestas básicas. O laboratório é um projeto dedicado a resgatar a autoestima intelectual dos moradores do bairro Campo Belo, em Campinas. Nosso objetivo é proporcionar o letramento digital, acesso a alimentação e promover a produção e valorização de tecnologias sociais. Por meio de nossas oficinas e cursinho popular, buscamos introduzir os jovens a informações que chegam até a periferia de forma fragmentada. O Campo Belo se localiza na região Sul, que abriga mais de 50 mil habitantes divididos em 20 bairros e está localizada a 15km do centro de Campinas. Apenas 2 desses 20 bairros são regularizados, a maioria dos terrenos pertence a indústrias, à Igreja Católica e à proprietários de terras e a área enfrenta a constante ameaça do aeroporto Viracopos, que busca se apropriar da região e desalojar os moradores. No Campo Belo residem aproximadamente 13.123 jovens, dos quais mais de 7.938 estão em áreas vulneráveis, representando cerca de 70% desta população. Contando com poucos serviços estatais, a Unidade Básica de Saúde enfrenta grandes falhas em seu funcionamento, muitos moradores estão em situação de insegurança alimentar, a oferta de educação é escassa, com apenas um cursinho popular, o Laboratório Ádapo, e poucas iniciativas voltadas para a educação e segurança escolar. Isso leva muitos estudantes a abandonar a escola ou buscar estudos no centro da cidade, gastando mais de 400,00 em transporte.

09/08/2023
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09/08/2023
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Oiii, T Tudo bem? Eu não vou conseguir porque tenho aula, as 19h 😭 Mas os meninos vão Vc vai tá aí agora a tarde? Depois das 13h? yo, vou estar por aqui sim. To Colando chego daqui 15 minutos E aii T, vc tá por aqui Mensagem encaminhada Layne Mensagem encaminhada Layne O Laboratório Ádapo é a consolidação de anos de atuação educacional e social da fundadora Layne Gabriele. Ele nasceu em 2020, durante a pandemia com a distribuição de cestas básicas. O laboratório é um projeto dedicado a resgatar a autoestima intelectual dos moradores do bairro Campo Belo, em Campinas. Nosso objetivo é proporcionar o letramento digital, acesso a alimentação e promover a produção e valorização de tecnologias sociais. Por meio de nossas oficinas e cursinho popular, buscamos introduzir os jovens a informações que chegam até a periferia de forma fragmentada. O Campo Belo se localiza na região Sul, que abriga mais de 50 mil habitantes divididos em 20 bairros e está localizada a 15km do centro de Campinas. Apenas 2 desses 20 bairros são regularizados, a maioria dos terrenos pertence a indústrias, à Igreja Católica e à proprietários de terras e a área enfrenta a constante ameaça do aeroporto Viracopos, que busca se apropriar da região e desalojar os moradores. No Campo Belo residem aproximadamente 13.123 jovens, dos quais mais de 7.938 estão em áreas vulneráveis, representando cerca de 70% desta população. Contando com poucos serviços estatais, a Unidade Básica de Saúde enfrenta grandes falhas em seu funcionamento, muitos moradores estão em situação de insegurança alimentar, a oferta de educação é escassa, com apenas um cursinho popular, o Laboratório Ádapo, e poucas iniciativas voltadas para a educação e segurança escolar. Isso leva muitos estudantes a abandonar a escola ou buscar estudos no centro da cidade, gastando mais de 400,00 em transporte.

09/08/2023
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Oiii, T Tudo bem? Eu não vou conseguir porque tenho aula, as 19h 😭 Mas os meninos vão Vc vai tá aí agora a tarde? Depois das 13h? yo, vou estar por aqui sim. To Colando chego daqui 15 minutos E aii T, vc tá por aqui Mensagem encaminhada Layne Mensagem encaminhada Layne O Laboratório Ádapo é a consolidação de anos de atuação educacional e social da fundadora Layne Gabriele. Ele nasceu em 2020, durante a pandemia com a distribuição de cestas básicas. O laboratório é um projeto dedicado a resgatar a autoestima intelectual dos moradores do bairro Campo Belo, em Campinas. Nosso objetivo é proporcionar o letramento digital, acesso a alimentação e promover a produção e valorização de tecnologias sociais. Por meio de nossas oficinas e cursinho popular, buscamos introduzir os jovens a informações que chegam até a periferia de forma fragmentada. O Campo Belo se localiza na região Sul, que abriga mais de 50 mil habitantes divididos em 20 bairros e está localizada a 15km do centro de Campinas. Apenas 2 desses 20 bairros são regularizados, a maioria dos terrenos pertence a indústrias, à Igreja Católica e à proprietários de terras e a área enfrenta a constante ameaça do aeroporto Viracopos, que busca se apropriar da região e desalojar os moradores. No Campo Belo residem aproximadamente 13.123 jovens, dos quais mais de 7.938 estão em áreas vulneráveis, representando cerca de 70% desta população. Contando com poucos serviços estatais, a Unidade Básica de Saúde enfrenta grandes falhas em seu funcionamento, muitos moradores estão em situação de insegurança alimentar, a oferta de educação é escassa, com apenas um cursinho popular, o Laboratório Ádapo, e poucas iniciativas voltadas para a educação e segurança escolar. Isso leva muitos estudantes a abandonar a escola ou buscar estudos no centro da cidade, gastando mais de 400,00 em transporte.

09/08/2023
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Oiii, T Tudo bem? Eu não vou conseguir porque tenho aula, as 19h 😭 Mas os meninos vão Vc vai tá aí agora a tarde? Depois das 13h? yo, vou estar por aqui sim. To Colando chego daqui 15 minutos E aii T, vc tá por aqui Mensagem encaminhada Layne Mensagem encaminhada Layne O Laboratório Ádapo é a consolidação de anos de atuação educacional e social da fundadora Layne Gabriele. Ele nasceu em 2020, durante a pandemia com a distribuição de cestas básicas. O laboratório é um projeto dedicado a resgatar a autoestima intelectual dos moradores do bairro Campo Belo, em Campinas. Nosso objetivo é proporcionar o letramento digital, acesso a alimentação e promover a produção e valorização de tecnologias sociais. Por meio de nossas oficinas e cursinho popular, buscamos introduzir os jovens a informações que chegam até a periferia de forma fragmentada. O Campo Belo se localiza na região Sul, que abriga mais de 50 mil habitantes divididos em 20 bairros e está localizada a 15km do centro de Campinas. Apenas 2 desses 20 bairros são regularizados, a maioria dos terrenos pertence a indústrias, à Igreja Católica e à proprietários de terras e a área enfrenta a constante ameaça do aeroporto Viracopos, que busca se apropriar da região e desalojar os moradores. No Campo Belo residem aproximadamente 13.123 jovens, dos quais mais de 7.938 estão em áreas vulneráveis, representando cerca de 70% desta população. Contando com poucos serviços estatais, a Unidade Básica de Saúde enfrenta grandes falhas em seu funcionamento, muitos moradores estão em situação de insegurança alimentar, a oferta de educação é escassa, com apenas um cursinho popular, o Laboratório Ádapo, e poucas iniciativas voltadas para a educação e segurança escolar. Isso leva muitos estudantes a abandonar a escola ou buscar estudos no centro da cidade, gastando mais de 400,00 em transporte.

09/08/2023
BaobÁfriCampinas por Eduardo Benedito
A conspiração escrava de Campinas, 1832
Lumumba TC Tamboryo
Lumumba - Pássaro Preto
Revista Odù: Contracolonialidade e Oralitura - Jade Alcântara Lôbo

Revista Odù: Contracolonialidade e Oralitura - Jade Alcântara Lôbo

Ago, Mokuiu, Motumbá, Kolofé, a benção às mais velhas, às iguais e às mais novas Laroie, Bandagira, Saravá, Mojubá pedimos licença para confluir e compartilhar nosso propósito. A palavra Odù faz referência aos 16 signos de Ifá, o deus do conhecimento, precursor das artes, das palavras e da oralidade. Presente neste mundo para nos elucidar, ele nos auxilia em nossa jornada no ayé (a terra). Os Odùs são os mensageiros e guerreiros de seus conhecimentos e agregam todo o saber existente nessa terra decifrando passado, presente e futuro. Por isso, seguindo esses saberes, nossa revista ouve essas poesias primordiais da ancestralidade, confluindo-as com a experiência afroindígena na diáspora e projetando as oralidades como as raízes que se fundem em rizomas, criando redes entre os povos contra-coloniais, confluindo as suas histórias de luta, de resistência e de beleza. Oralitura é um termo emprestado da Leda Maria Martins, poeta, pensadora e tradutora de linguagens que transita entre a teoria e a poesia; o reinado e a academia; o texto e a performance. Como rainha do reinado do Rosário do Jatobá, propôs o conceito de Oralitura para nos dar outras chaves e epistemologias possíveis a fim de pensarmos sobre as performances negras, nosso registro oral, práticas, fazeres. Nós compreendemos que essa forma de interpretar as diferentes experiências narrativas e literárias dos corpos negros também se integra às experiências, corporeidades, saberes, fazeres e performances indígenas.

16/03/2022
Tambores de Aço Chico César
Baobá Tupinambá
Out of Darkness  - Quem toca tem que se tocar!
Lo que ocurre en Haití es una auténtica rebelión

Lo que ocurre en Haití es una auténtica rebelión

Puerto Príncipe y otras ciudades de Haití son hoy el escenario de la más grande rebelión popular de las últimas décadas de la sufrida nación haitiana. Decenas de miles de manifestantes se han lanzado a la calle para demostrar su repulsa contra el actual gobierno presidido por Michell Martelly, que había decidido, contra el pensamiento de la gran mayoría, mantener la fecha del domingo 24 para realizar una «mascarada electoral», tal cual la califican los partidos opositores. Sin embargo, un griterío ensordecedor comenzó a subir desde los rincones más pobres de la ciudad e incluso invadió con inusitada violencia las calles residenciales de Petion-Ville: es es pueblo en toda la magnitud de su capacidad de resistencia, haciendo honor a sus orígenes independentistas y anti-esclavistas de 1804, que se ha puesto de pie para generar una ofensiva antiimperialista y escribir en las páginas de su propia historia un descomunal: “¡Basta!”. -Basta de utilizar el territorio haitiano como un laboratorio invasivo por parte de Estados Unidos y sus aliados. -Basta de tropas invasoras de la Minustah, que muy por el contrario de lo que enuncian sus promotores cuando hablan de “ayudar al pueblo haitiano y ejercer una misión humanitaria”, todo lo que ha dejado su accionar es represión, ocupación, violación de niños y niñas por parte de soldados entrenados para matar, transmisión del cólera, cuya epidemia causó decenas de miles de muertos. -Basta de complicidad latinoamericana con las tropas invasoras de las Naciones Unidas. -Basta de la burla e hipocresía internacional, derivada de las vergonzosas «misiones de ayuda», encabezadas por el genocida norteamericano Bill Clinton, que solo persiguen afianzar aún más los lazos de dependencia y dominación del pueblo haitiano. https://desinformemonos.org/lo-que-ocurre-en-haiti-es-una-autentica-rebelion/?fbclid=IwAR2LPxpdrPYow4ip3iylx-WuXk3ZCEkvnLFf2RX1Z88y8C8m1w_0N_cKB7A

29/10/2019
Entre algumas Outras Tecnologias
FMI e Lenin Moreno estão violando Estado de Direito
Data Center Comunitário Livre
Makolwa Munguambe - O Diálogo

Makolwa Munguambe - O Diálogo

O ARTISTA MOÇAMBICANO, MAKOLWA MUNGUAMBE, EXPÕE NA CASA DE CULTURA TAINÃ Além da exposição o artista dará oficinas de construção de marionetes gigantes A Casa de Cultura Tainã recebe o artista moçambicano Makolwa Munguambe para uma residência artística com atividades programadas de exposição e oficinas. A exposição “ O diálogo” com data de início em 25 de outubro às 20h , na Casa de Cultura Tainã, traz diversos trabalhos de Makolwa com pinturas e esculturas construídas a partir da reciclagem de elementos como madeira, radiadores de automóveis, sucatas entre outros. Makolwa, é autodidata com uma capacidade de criação incrível e compõe seu trabalho a partir de experimentações de observação do mundo a volta compondo um trabalho que alia criatividade, estética e a preocupação com o meio ambiente, como destaca o artista. “ Aquém da pintura e da escultura, estar comprometido com questões ambientes é importante para que não volte para a Terra para a natureza elementos que venham agredir e prejudicar, “salvo” certos matérias tóxicos para a natureza reciclando e os transformando em arte”. O artista também domina o oficio de construção de marionetes gigantes, Makolwa aprendeu a construí-las a partir oficinas que ele realizou com a Companhia francesa Les Grandes Personnes, um grupo conhecido de teatro de rua. Para o artista a confecção das marionetes gigantes extrapola a convecção de que a arte tem que estar em salas expositivas, as marionetes ocupam a rua, o espaço público e podem ser vistas por todos, a arte na rua é democrática, inclusiva porque toca pessoas. “ Assiste na rua, as pessoas ricas, os pobres, os médios, as crianças, os jovens, os idosos”. Makolwa integra o grupo Marionetes Gigantes de Moçambique. Estão previstas oficinas a partir de 30 de outubro até 15 de novembro com Makolwa. Nas oficinas oferecidas pelo artista serão construídos de bonecões gigantes a partir elementos como barro e papel maché, foram pensados a construção de bonecos em homenagem à Bispo do Rosário, Mestre Moa e Marielle Franco que tragam discussões de temáticas atuais. Para TC Silva coordenador da casa de Cultura Tainã a importância de construir redes e conectar pessoas é essencial “A Tainã constrói redes se expande através da Rede Mocambos e receber pessoas sempre fez parte. toda a história da Tainã é reunir gente de muitos lugares. As nossas ações sempre estão interligadas a outras frentes e questões de lutas.” Sobre as oficinas das marionetes gigantes, que muitos conhecem como “bonecões” “Quando se fala em Bispo do Rosário se fala sobre intolerância religiosa, da luta antimanicomial, promoção da paz mundial, das igualdades e do respeito as diferenças. Ir para à rua com construção de pautas onde possamos tentar fazer um mundo mais do nosso jeito , onde as existências e suas identidades não são negadas.” Casa de Cultura Tainã A Casa de Cultura Tainã é uma entidade cultural e social sem fins lucrativos fundada por moradores da Vila Castelo Branco e região em 1989 como nome de Associação de Moradores da Vila Castelo Branco e, mais tarde, através de um concurso, foi escolhido o nome de Casa de Cultura Tainã que hoje fica na Vila Padre Manoel da Nóbrega região noroeste do município de Campinas, SP. Sua missão é possibilitar o acesso à informação, fortalecendo a prática da cidadania e a formação da identidade cultural, visando contribuir para a formação de indivíduos conscientes e atuantes na comunidade Serviço: Exposição: O Diálogo pinturas e esculturas Makolwa Munguambe Abertura: 25 de outubro às 20h Oficinas Marionetes Gigantes / Bonecões De 30 de outubro a 15 de novembro Atividades gratuitas Casa de Cultura Tainã Endereço: Rua Inhambu, nº 645 - Praça dos Trabalhadores, Vila Padre Manoel da Nóbrega - Campinas Fone: +55 (19) 3228-2993 e-mail: taina@mocambos.net https://baobaxia.mocambos.net/

24/10/2018
Odara  -  Ayo Shani e Banda Zulu
Sementes
Mama Sonika Tainã 28 Anos
Feijão Roxo do México (Aiokote)

Feijão Roxo do México (Aiokote)

Encontro com Sofía Olascoaga de Cuernevaca que nos deu de presente sementes de feijão e nós demos em troca sementes de arroz dos Kalunga, presente de Paulinho e do povo de lá, trazidos pela Georgia que foi até a Casa do Povo pra me entregar. muito importe observar a história que vem junto com as sementes, narrada pela nossa companheira Sofia nesse pequeno video que fizemos pra compartilhar com noss@s parceir@s (http://www.comandanta.com/granel.php). esse encontro foi extremamente impor tante principalmente pela intensidade das trocas com as diferentes experiências apresentadas pelas pessoas que participaram dessa vivência totalmente enriquecedora. O Laboratório para Estruturas Flexíveis é um programa que se estendeu ao longo de um ano discutindo técnicas de gestão de diversas iniciativas culturais. Em um contexto político em que a imaginação de futuros possíveis não pode mais descolar-se da disputa de presentes urgentes, procuramos reunir espaços, iniciativas e coletivos de pequeno e médio porte, cuja situação frágil e o trabalho um tanto silencioso apontam para outras formas de organização – ou até de desorganização. A busca por outros meios de financiar suas atividades, de trabalhar coletivamente, de criar comunidades, de borrar fronteiras entre público e artista e de ampliar nosso entendimento do que é cultura, não deixa de ser uma tentativa conjunta de criar zonas de autonomia temporárias, que aguçam a sensibilidade social e ensaiam outras formas de existência. Esses bolsões de experimentação, espalhados por diferentes lugares do mundo, reinventam modos de estar, dinâmicas e usos de espaços comuns, para que não sejamos reduzidos a meros consumidores de serviços, ou de equipamentos coletivos já formatados. O programa reúne, de 23 a 28 de outubro, iniciativas nacionais e internacionais que inscrevem suas práticas no campo ampliado da cultura (das artes visuais ao ativismo cultural), em torno de três inquietações principais: a primeira relacionada aos públicos (1), a segunda ao objeto de atuação (2) e a terceira ao tempo e aos espaços dessa atuação (3). (1) Não seria o público dessas iniciativas antes o resultado de uma construção coletiva, que um alvo preexistente ao trabalho realizado? Ou seja, não estaríamos nós falando mais sobre a ideia de formação de redes do que sobre a ideia de criação de públicos? (2) Por que e para quem trabalhamos? Para promover um certo tipo de prática artística, reforçando a sociedade civil e inventando outras formas de fazer política? Para melhorar a vida do entorno e gerar renda para a comunidade? Essas perguntas propõem uma reestruturação dessas mesmas iniciativas, o que leva à terceira inquietação. (3) Se os públicos são agentes ativos dos resultados obtidos e se o objeto de atuação é um processo de construção constante, como essas iniciativas podem reinventar suas relações com o tempo e com o espaço? Quais outras genealogias e ancestralidades resgatar? Onde encontrar as muitas experiências hoje apagadas da história oficial da arte? Como adaptar a programação dos espaços culturais às urgências atuais (abrindo mão de exposições, cursos e temporadas)? Até que ponto podemos trabalhar sem espaço? Em que medida conseguimos frear o tempo em que vivemos? É nesse contexto de esgarçamento da linguagem e da imaginação, que se fazem tão fundamentais iniciativas e coletivos cujas práticas vêm antes dos nomes. O desejo de produzir formatos, dinâmicas, relações e usos ainda sem nome que vão, pouco a pouco, encontrando seu dizer, parece ser hoje uma atuação tão valiosa, quanto incomum. Talvez por isso, o Laboratório para Estruturas Flexíveis seja mais um encontro que reúne algumas dessas iniciativas, tais como: Agência Solano Trindade (São Paulo), Aldeia Kalipety (São Paulo), Beta-Local (Porto Rico), Casa de Cultura Tainã (Campinhas), Chão Slz (São Luís), ColetivA Ocupação (São Paulo), Grupo Contrafilé (São Paulo), Clínica Aberta de Psicanálise (São Paulo), Cursinho Popular Transformação (São Paulo) DataLabe (Rio de Janeiro), Digital Art Lab CKC (Israel), Escola Nacional Florestan Fernandes (Guararema, São Paulo), G>E - Grupo de pesquisa em processos criativos e propostas estéticas (São Paulo), JA.CA - Centro de Arte e Tecnologia (Belo Horizonte), l'Asilo (Nápoles, Itália), PF (São Paulo/Rio de Janeiro), Oficina de Imaginação Política, PAF [=PerforimingArtForum] (França). Não por acaso, muitas dessas iniciativas reunidas são fronteiriças, sejam pelos lugares onde atuam, pelas suas práticas ou seus formatos organizacionais. Também foram convidados alguns pesquisadores e ativistas, cujo trabalho volta-se à gestão e organização de iniciativas culturais e militantes, tais como: Andrea Phillips (Suécia), Denétèm Touam Bona (França), Sofía Olascoaga (México) e TC Silva (São Paulo). Em poucas palavras, o Laboratório para Estruturas Flexíveis, embora use um vocabulário questionável (flexibilidade, estruturas), procura identificar ferramentas que apontem para o que seria uma unidade mínima de institucionalização dessas iniciativas no sentido de que possam se consolidar sem se engessar; se reinventar sem se precarizar; se internacionalizar sem deixar de ser locais. Afinal de contas, o que essas estruturas pretendem é instituir novos mundos.http://brazil-eventer.com/event/laboratorio-para-estruturas-flexiveis

28/10/2017
Pajelaça Quilombólica Digital - Pará  2013
Tanzânia proibe Sementes Crioula
Cotas Unicamp

Cotas Unicamp

Boa tarde povo de guerra, boa tarde! Sankofa. Bom, ainda não tenho palavras para descrever o que foram os últimos dois dias para mim. Legado de anos, que outros e outras nos deixaram a responsabilidade de dar continuidade para sacudir a história. Acredito que foi um caminho duro para todas e todos que não cederam frente ao desprezo, desrespeito e violência daqueles que pouco se importam conosco... Entretanto, estar ao lado de pessoas Milena Oliveira, Leticia Pavarina, Thaíse Colletti Pavani, Mari Ana, Carolina Bonomi, José Victor, Alexandra Ramos, Camila Colombo, Anselma Sales, Daniela Caetano, Veridiana Alves, Du Kiddy, Zafirah Alimah Hafsa, Victor Sampaio, Ana Carolina Borges, Rodrigo Costa e Daniela Vieira entre outros e outras, que tanto me deram carinho e apoio, foi fundamental para que essa cabeça aqui não estourasse e os sofrimentos fossem menores. Entre esses trancos e barrancos, fortaleci amizades que foram imprescindíveis como a de Teófilo Reis, sempre disposto a ouvir, ajudar e confortar quando preciso, fazendo o uso de sua presença ou de suas poucas, mas acertadas palavras. Também aumentei minha família pois, o apoio do meu irmão Bruno Nzinga Ribeiro, pessoa que tanto amo, foi fundamental para esse corpo preto aqui ficar manter-se de pé e levantar quando caiu, como, também, para alguns dias sorrir e outros encarar a vida. Durante horas dentro do tribunal dos homens brancos que ainda acham que podem brincar com o nosso futuro, eu olhava pela janela e via rostos que me faziam ficar feliz, como o de Aldair Carlos Rodrigues, meu mais novo grande professor, e o de Renata Cristina Cardozo. Ao olhar para o lado, era impossível não se sentir satisfeita por ter sido aluna de pessoas descentes, dignas e incríveis como Mário A M Silva, a quem tenho muito respeito, e professoras como Lisa Earl Castillo e Ana Flávia Magalhães Pinto que, mesmo longe, estavam lá. Sem contar o ORGULHO e a felicidade que cada dia é maior por ter como orientadora Lucilene Reginaldo, minha grande mestra que me ensina até nos seus momentos de silêncio. Ao sair daquele prédio a sensação foi única em ainda ver esperança e lágrimas nos olhos dos meus colegas e receber os abraços calorosos que eu precisava, na ausência dos da minha mãe Solange Silva, de pessoas que, de alguma forma, se fizeram presentes na minha caminhada como Marilea Almeida, Carolina Santos Pinho, Cinthia Vilas Boas, Célia, Carmen Sousa e da querida Tida que me confortou com belas palavras. O dia 30 de março de 2017 foi um dia de muita vitória, com certeza, mas acredito que foi só o primeiro momento, pois ainda tenho fé em melhores dias que serão os próximos, os quais não seremos mais desqualificados, mal tratados e nem humilhados por existir, por querer algo que é direito nosso. Dias em que outras pessoas como eu não tenham uma memória de dor, sofrimento dos lugares por onde passam e que não tenham que pagar com os próprios sonhos, com as próprias vidas. As cotas são apenas um passo na luta árdua contra a pobreza e o racismo. Luta do povo negro brasileiro que fez de mim outra pessoa, outra Taina. Sendo assim, demonstro meu respeito a todas e todos que vieram antes de mim, reverencio às minhas mais velhas e os meus velhos pelo simples fato de terem existido e registro meus agradecimentos a TC Silva, Alceu Jose Estevam, Dona Sinhá, Maria Regina Teodoro e Regina Simião - mestras e mestres da vida. Peço a benção às Ekedis Edna Almeida Lourenço e Magali Mendes e agradeço a minha mãe por ter colocado vcs, duas mulheres de luta, na minha vida. Todo meu carinho para os quilombistas do Núcleo de Consciência Negra da Unicamp e sinceros abraços para meu colegas da Frente Pró-Cotas UNICAMP. Minha solidariedade a Gui Montenegro. Que possamos seguir com força na contramão do retrocesso. Ainda choro pelas graças que os ventos nos troxeram.

02/06/2017
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Djamila Ribeiro